quinta-feira, 20 de abril de 2017

CAMPANHA DA LUZ INCENTIVA A SOLIDARIEDADE COM A PASTORAL DA CRIANÇA NO PARÁ

A Pastoral da Criança, organismo de ação social da CNBB, dá continuidade a uma campanha de arrecadação de contribuições por meio da fatura de energia elétrica. A ação é popularmente conhecida como a “Campanha da Luz” e é feita nas comunidades pelas/os líderes e pessoas de apoio, buscando a adesão de colaboradores/as, que contribuam mensalmente, permitindo o investimento necessário nesta missão. 

A pessoa doadora define quanto será sua doação que será revestido na sua própria área ou naquela que escolher. Os recursos são aplicados na manutenção e ampliação de projetos já existentes.

Na Arquidiocese de Belém, está sendo incrementada inicialmente nas Regiões Episcopais Menino Deus, São Vicente de Paulo, Santa Maria Goretti e Santana, com a perspectiva de ampliar para as demais regiões episcopais, dioceses e prelazias do Estado. Para Irmã Maria Lucidrene, coordenadora estadual da Pastoral da Criança, “essa campanha possibilita a ‘autossustentabilidade’ deste serviço e a oportunidade de colaborar num trabalho que tem livrado muitas crianças da mortalidade infantil”. 

“Mais do que o valor financeiro, é o gesto de solidariedade que as pessoas assumem e vêem os resultados se concretizando nas ações dentro das comunidades”, destaca a coordenadora.

Cuidado com as crianças - A Pastoral da Criança, organismo de ação social da CNBB, tem acompanhado cerca de 73.304 crianças no Pará. Com a missão de promover o desenvolvimento das crianças, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres. O público é assistido desde o ventre materno aos seis anos, por meio de orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, fundamentadas na mística cristã que une fé e vida, contribuindo para que suas famílias e comunidades realizem sua própria transformação.

Segundo a coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Irmã Veneranda Alencar, esta é “uma pastoral evangelizadora, que vai ao encontro das famílias e crianças mais necessitadas, levando fé e muita esperança, orientando as mães para cuidem bem de suas crianças e assim teremos um Brasil melhor”. 

Irmã Veneranda acrescenta: “a fim de manter sua missão, a Pastoral da Criança precisa captar recursos financeiros e, para isso, tem um projeto com algumas companhias de energia de vários Estados, entre eles o Pará”.

quinta-feira, 2 de março de 2017

INDIVÍDUOS E INSTITUIÇÕES

As relações entre as instituições e indivíduos precisam ser de cuidado. Quem as constrói são pessoas que cuidando de outras, também precisam ser cuidadas.

Paixão pode até gerar flores, mas amor também gera frutos. Como vamos espalhar sementes do bem se não cultivamos as árvores para que dêem bons frutos?

Além disso, você já viu alguma árvore nascer de cima pra baixo? Assim também as relações. Engana-se quem quer estabelecer harmonia com "poder sob" ao invés de "poder com".

Por fim, a economia não está acima da vida. Claro que muito do que fazemos hoje depende de verba, mas sem uma sustentabilidade política e técnica, o que será de uma gestão de recursos? Como manter efetividade sem afetividade?

sábado, 18 de fevereiro de 2017

NÃO CONFUNDA!

Não confunda Pastoral da Aids com "pastoral da camisinha"
Afinal, o preservativo não suportaria toda nossa integralidade.

Não confunda Pastoral da Aids com "pastoral do moralismo"
Afinal, nossa intenção é ser "menos tribunal e mais hospital".

Não confunda Pastoral da Aids com "pastoral do aidético"
Afinal, não dá pra combater a epidemia com discriminação.

Não confunda Pastoral da Aids com "pastoral de eventos"
Afinal, nenhum passo faz sentido desatrelado do caminhar.

Não confunda Pastoral da Aids com "pastoral do ativismo"
Afinal, nossa ação se alimenta na oração e reflexão.

Não confunda Pastoral da Aids com "pastoral de soropositivos"
Afinal, enfrentar o HIV, independe da condição sorológica;

Não confunda Pastoral da Aids com "pastoral do assistencialismo"
Afinal, mais do que a dependência é promover a autonomia;

Não confunda Pastoral da Aids com "pastoral da medicalização"
Afinal, mais do que tratar é favorecer a integralidade do cuidar;

Não confunda Pastoral da Aids com "pastoral da doença"
Afinal, não é a perspectiva de morte que nos move, mas de vida.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

FORA D@S JOVENS, NÃO HÁ CURA PARA A AIDS!

Os dados epidemiológicos tem repetido anualmente que @s jovens têm sido os principais afetados pelo HIV e aids. É uníssono o mantra em nível local e global da juventude como o público mais atingido pela epidemia. Em vários lugares do Brasil e do mundo estão desenvolvendo diversas ações afim de parar a infecção, colaborar com o tratamento e ousar na cura. Entretanto, por que mesmo depois de três décadas, vemos o alto índice de infecção, sobretudo entre a população juvenil? 

Talvez a resposta não esteja no que estamos fazendo, mas como estamos fazendo. Uma metodologia que não parte do coração da juventude, que não leva em consideração seus desejos e necessidades, tende a fracassar. Mais ainda, um trabalho voltado aos jovens que não @ reconheça como sujeito de direito e protagonista de sua história, pouco ou nada há de mudar. 

 Pra quem pensa que é apenas questão de semântica, vai uma dica: troque o “para” por “com” ou “da” juventude. Não trate-@s mais como adjetivos, mas substantivo das ações relacionadas ao enfrentamento da aids. Provoque-@s a incorporar em sua vivência a metodologia de educação entre pares, ou seja, jovem educando jovem. 

Evite pensar que jovens nada sabem ou falam sobre sexualidade. Podem não conversar da mesma forma que @s adult@s, mas é nessa fase que afloram suas ideias e dúvidas sobre o assunto. Neste sentido, mude a postura adultocêntrica pela possibilidade de um diálogo intergeracional, entendendo que não se trata de ter mais ou menos experiência, mas experiências diferenciadas.

A diversidade também é marca da juventude. Tribos, fenômenos, gerações... pluralidade étnico-racial, sexual, cultural, gênero, religiosa, política, entre outras que nas suas nuances se entrelaçam fazendo um lindo mosaico de vida em movimento. Abrir-se a crítica e criatividade é exercício constante de rejuvenecimento e desenvolvimento nas estratégias para prevenção.

E no meio destas questões, insisto para que possamos romper com a discriminação e criminalização contra @s jovens vivendo com HIV/Aids, pois a resposta a epidemia vem principalmente deles/as. Frear a aids não vai ser tarefa fácil para a sociedade, mas se ela se possibilitar a juventude tomar o seu lugar, com certeza, comprovaremos o que a história insiste silenciar: fora d@s jovens não há cura para a aids!